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Algumas histórias são contadas pelas manchetes. Esta é contada por quem a viveu.
Por trás da vida pública de Carla Zambelli existe uma história de família, escolhas, vitórias, erros, lutas e acontecimentos que mudaram para sempre a vida de todos ao seu redor.
Como tudo começou
Antes dos mandatos, das eleições e das manchetes, existia uma família.
Rita Zambelli é filha de um sapateiro e de uma dona de casa. Cresceu em uma família simples e construiu sua vida pelo trabalho. Atuou na indústria metalúrgica e foi ali, muito antes de qualquer um de seus filhos entrar para a política, que protagonizou uma cena que a família jamais esqueceu.
Durante uma mobilização sindical em frente à fábrica onde trabalhava, Lula tentava impedir a entrada dos funcionários que queriam trabalhar.
Rita queria entrar.
Ao vê-la, Lula teria dito:
“Deixa a loirinha entrar, que ela é até bonitinha.”
Rita entrou. E, já dentro da fábrica, chamou a polícia para garantir que os demais trabalhadores que também queriam trabalhar pudessem entrar.
Aquela atitude resume muito do que sempre esteve presente em sua história: a defesa da liberdade de escolha, do direito ao trabalho e da ideia de que ninguém deve ser impedido de decidir o próprio caminho.
Rita criou três filhos: Paula, a mais velha; Bruno, o filho do meio; e Carla, a caçula.
Nenhum deles era profissional da política. A política não era uma carreira planejada. O que existia era uma família unida por ideias: liberdade, responsabilidade individual, valorização do trabalho, defesa da família e princípios conservadores.
Antes de qualquer mandato, havia uma convivência familiar marcada por conversas, indignações e pela vontade de participar da vida pública sem depender de estruturas tradicionais.
A política veio depois.
As ideias vieram antes.